Sergio Moro diz que campanha seguirá mesmo enxuta e nega racha com MBL

Por Direto da Redação em 14/03/2022 às 16:32:23


"Estamos todos conversando, estamos trabalhando para construir a candidatura. São muitos meses até outubro”, disse o pré-candidato do Podemos à Presidência da República Pré-candidato do Podemos à Presidência da República, o ex-ministro da Justiça Sergio Moro nega que sua campanha esteja em xeque em razão de sua coligação enxuta. Ele diz que a aliança com o MBL permanece, mesmo após o episódio Arthur do Val — o deputado estadual enviou mensagens de áudio sexistas e misóginas sobre mulheres ucranianas e acabou forçado a retirar sua pré-candidatura ao governo de São Paulo.

Segundo Moro, o fato de o Podemos não ter conseguido firmar alianças com o União Brasil e com o PSC e seguir sozinho, não representa entrave do ponto de vista financeiro à pré-campanha presidencial.

“Já está tudo definido na nossa pré-campanha, não vai ter problema com relação a isso”, disse o pré-candidato após participar de almoço com integrantes do Instituto de Formação de Líderes (IFL), no Itaim Bibi, na zona Sul de São Paulo.

Moro negou que tenha havido um racha com o MBL, responsável pela estratégia de sua candidatura nas redes sociais, após o episódio Arthur do Val, conforme divulgado nesta segunda-feira (14) pelo jornal “O Globo”.

“[A aliança] continua firme e forte, esses boatos sobre o MBL não são verdadeiros. Estamos todos conversando, estamos trabalhando para construir a candidatura. São muitos meses até outubro”, afirmou.

Moro disse também que a possível entrada do governador gaúcho Eduardo Leite na corrida presidencial “não muda muito o cenário”. Leite foi convidado a deixar o PSDB e se filiar ao PSD, dirigido pelo ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab. Ele tem convite para ser o presidenciável da legenda após o anúncio da retirada da pré-candidatura do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

“Não é desejável essa pulverização excessiva entre os candidatos do centro”, disse Moro.

O IFL se define em seu site como uma entidade dedicada “a formar jovens líderes” e tem entre seus apoiadores a plataforma Brasil Paralelo, que produz conteúdo áudio visual na internet. A plataforma foi investigada pela CPI da Covid sob suspeita de divulgar e estimular o uso de tratamento precoce não comprovado contra o coronavírus, além de estimular a divulgação de notícias falsas nas redes sociais, conforme os integrantes da comissão.

Pré-candidato do Podemos à Presidência da República, o ex-ministro da Justiça Sergio Moro nega que sua campanha esteja em xeque em razão de sua coligação enxuta

Edilson Dantas/Agência O Globo

Fonte: Economia

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